segunda-feira, janeiro 16, 2012

No ritmo do jazz, funk soul e samba



Em entrevista ao Jornal A Cidade, a Cantora e Compositora Maria Letícia fala sobre carreira e sua expectativa para o seu primeiro CD




A CIDADE: Como você começou na música?


MARIA LETICIA: Desde pequena convivo com a música. Meu avô, Ulisses Batista, e toda a família, trazem essa tradição. Cresci nesse ambiente musical. Mas foi aos 12 anos que me descobri como compositora, na mesma época em que decidi aprender a tocar violão. Essas novas descobertas me levaram a conviver com a musicalidade também fora de casa.

A CIDADE: Quando foi sua primeira apresentação em público?


MARIA LETICIA: Minha primeira apresentação em público aconteceu aos 14 anos, na Casa da Cultura de Capelinha/MG, no projeto “É Preciso Ousar Neste Lugar”, junto ao Coral Canta Minas, a convite de Tadeu Oliveira. Já minha primeira apresentação solo, foi no Galpão Cultural, em 2005.
A CIDADE: Quando você começou, já tocava este estilo musical?


MARIA LETICIA: Não. Por influência do Tadeu Oliveira (que foi o responsável por me colocar nos palcos, e a quem considero meu pai cultural), comecei cantando músicas regionais. Depois de algum tempo, passei pela MPB e hoje, confesso ser bastante complicado definir meu estilo. É uma mistura de vários ritmos, mas com notável influência do jazz, funk soul, e samba.
A CIDADE: Quais foram as dificuldades que vocês enfrentaram no inicio do trabalho?


MARIA LETICIA: Acredito que a maior dificuldade que enfrentamos seja com relação ao tipo de música que fazemos. A cultura de massa impõe alguns estilos musicais. Isso acaba influenciando os pequenos centros, que olham com uma certa resistência para o que é diferente.
A CIDADE: Como você se sente agora com o lançamento do seu primeiro CD?


MARIA LETICIA: É a realização de um sonho que a muito tempo venho planejando. Há mais de oito anos me apresento, e sem dúvida todo esse tempo foi essencial para o meu amadurecimento, e principalmente para encontrar os parceiros perfeitos! Poder dividir a minha música, o palco, e todos esses sonhos com Marisa D'Carvalho e Homero Kaú, faz tudo ter mais sentido. Eles conseguem sentir o que quero transmitir com minhas canções, e traduzem da forma mais incrível esse sentimento.São músicos de talento ímpar! Esse CD vem concretizar todas as coisas pelas quais estamos lutando, faz algum tempo.
A CIDADE: O que se pode esperar do primeiro álbum de vocês?


MARIA LETICIA: Estamos trabalhando para que o CD fique com a nossa cara! Confesso não ter sido fácil escolher apenas 12 canções entre cerca de 40 composições. Mas temos buscado o melhor resultado. É um disco que vem mostrar a nossa versatilidade musical, resumindo todas as nossas influências e experiências adquiridas ao longo do tempo.
A CIDADE: Em que você se inspira para escrever tantas letras?


MARIA LETICIA: Apesar do jeito subjetivo de escrever, todas as minhas letras falam de mim. É tudo muito verdadeiro. Falam dos meus sentimentos, dos momentos da minha vida! As letras são escritas para eternizar esses momentos. Mas tudo isso passa a ter vida quando Homero e Marisa criam os arranjos, sempre tão fiéis ao que a letra quer transmitir.
A CIDADE: Alguma mensagem final?


MARIA LETICIA: Gostaria de agradecer a todos aqueles que, de alguma forma, contribuem com o nosso trabalho, possibilitando a realização de tudo isso! A todos que me ensinaram o caminho, e que abriram as portas para mim. Agradeço pelo convite do jornal "A Cidade". E que em breve todos possam apreciar o nosso disco, que está sendo feito com todo o carinho! Um grande abraço. Música e Paz!



sexta-feira, janeiro 13, 2012

MOVIMENTO MUDA CAPELINHA: Esporte de Capelinha está morto


Não é necessário uma enquete para verificar a situação do Esporte na cidade. Um simples passeio pelos bairros de Capelinha é o bastante para que, imediatamente, qualquer cidadão perceba o quanto o esporte está “morto”. Existem raríssimas opções de práticas esportivas na cidade e o único lugar onde os capelinhenses estão acostumados a ter como referência no esporte – Praça de Esportes – está praticamente abandonado. 

Os desportistas capelinhenses revelam grande insatisfação quanto à Secretaria de Esportes de Capelinha e destacam os seguintes problemas: 

·         Política centralizadora por parte da Secretaria de Esportes, sem diálogo com os desportistas e usuários do Esporte. 
·         Nenhuma parceria com qualquer clube ou entidade com o objetivo de promover eventos e fortalecer o esporte capelinhense. 
·         Inexistência física do Conselho de Esportes (Fator grave, já que todas as decisões sobre o esporte devem ser deliberadas democraticamente no Conselho, espaço este onde os desportistas têm a oportunidade de decidir sobre as os recursos para o Esporte que chegam à cidade. 
·         Não elaboração de um calendário anual de eventos esportivos e de lazer.
·         Falta de projetos sociais do governo como “Segundo Tempo”, “Minas Olímpica” e outros, por falta de construção de projetos para receber tais eventos. 
·         Difícil comunicação com o secretário de esportes, Dilson de Moraes, pelo fato da Secretaria não possuir um espaço físico de fácil acesso aos cidadãos e desportistas. 
·         Elitização da Praça de Esportes. Tal espaço, além de funcionar precariamente, atualmente, não acolhe usuários de classes mais baixas, público este que deveria ser o alvo da política desportista. 
·         Falta de uma política de apoio às Escolinhas de Bairro, times femininos, falta de apoio à eventos esportivos da cidade e da zona rural. 
·          Ausência de intercâmbio com cidades circunvizinhas. 
·         Inexistência de política de liberação do Estádio Newton Ribeiro, sendo que o secretário de esportes libera o estádio para eventos de acordo com critérios pessoais. É preciso um regulamento, já que se trata de um patrimônio público e não particular.
Além de todas estas precariedades, ocorreram várias situações que revelaram a incompetência e incapacidade da Secretaria de Esportes de Capelinha como: 

·         Cancelamento por parte da Secretaria Estadual de Esportes do ICMS solidário no valor de mais de R$ 110.000,00 que a Secretaria Municipal permitiu escapar por falta da documentação exigida pelo Estado, revelando grande descompromisso com o Esporte Capelinhense. Para isso, verAQUI . 
·         Paralização da Copinha (torneio sub 15).
·         Desinteresse em valorizar o Campeonato Municipal de Capelinha, sendo que este evento, para que aconteça, conta com o grande esforço dos desportistas capelinhenses e pouco apoio da Secretaria de Esportes. 
Além do futebol, há ainda várias modalidades de esportes que estão surgindo na cidade e que necessitam urgentemente da atenção da Secretaria de Esportes como o skate e o basquete, há vários jovens em Capelinha praticando tais esportes e que não contam com nenhum projeto por parte da Secretaria de Esportes. (Ver aqui a matéria do Jornal A Cidade sobre a falta de opção dos skatistas em Capelinha). Existem também vários praticantes do xadrez e também BMX (manobras em bicicletas), sendo que ainda não existem nenhum incentivos aos amantes dessas modalidades de esporte.

Os desportistas capelinhenses reclamam a excessiva centralização da política de esportes nas mãos do secretário e solicitam que o Esporte capelinhense seja elaborado de forma democrática com consulta a todos os amantes do esporte em Capelinha. Sabemos que nossa cidade é um grande celeiro de desportistas, principalmente no futebol. Nossa cidade, historicamente, possuiu e possui grandes craques que possuem plenas condições de se profissionalizarem, assim como aconteceu com o jogador Matheus, da nossa cidade vizinha de Turmalina, que hoje é zagueiro do Cruzeiro. Talvez, se tivéssemos uma política esportiva eficiente nossa cidade teria vários jogadores atuando profissionalmente em clubes famosos. 

O que falta à nossa Secretaria é evidente, segundo vários desportistas capelinhenses, é de abertura democrática para que os nossos cidadãos desportistas também ajudem a construir o Esporte capelinhense. Centralização de poder é retrocesso! Vivemos em um país que nos garante a democracia pela Constituição e isso deve ser cobrado pelo povo a todo o momento. Todas as Secretarias Municipais devem manter um constante diálogo com todos os cidadãos que usufruem dos serviços que estas oferecem, isso sim é democracia. Muitas vezes o que necessitamos para progredirmos politicamente é uma reinvenção de nossa cultura política. Ao invés de haver concentração de decisões políticas nas mãos somente dos representantes, que tal convidar o povo a decidir também? Essa é a característica de uma gestão voltada para o povo. Que estejamos atentos a isso nesse ano eleitoral. Que possamos exigir mais democracia de nossas Secretarias, afinal, elas são os pilares do Poder Executivo e são responsáveis pela boa ou má imagem da gestão. Que os futuros candidatos ao Poder Executivo, possam apresentar, antes da eleição, seus futuros secretários, pois a escolha deles é muito importante para que o cidadão escolha em quem votar.

CLIQUE AQUI E VEJA A MATÉRIA SOBRE OS SKATISTAS DE CAPELINHA 

quinta-feira, janeiro 12, 2012

População está correta ao avaliar saúde pública como ruim, diz ministro

Alexandre Padilha falou com o G1 sobre pesquisa do Ibope.
Para 61% dos brasileiros, atendimento público é ‘ruim’ ou ‘péssimo’.

Marília JusteDo G1, em São Paulo
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou nesta quinta-feira (12) que a população brasileira está “correta” ao avaliar o atendimento do sistema público de saúde como “ruim” ou “péssimo”. Padilha conversou com o G1 sobre a pesquisa Ibope feita para a Confederação Nacional da Indústria (CNI) que mostrou que 61% dos brasileiros estão insatisfeitos com a qualidade do serviço de saúde.
“O diagnóstico global feito pelos brasileiros está correto”, disse Padilha. “Ele aponta os principais desafios da saúde no Brasil: a demora no acesso ao atendimento, o desperdício e a qualidade do atendimento.”
DemoraA demora foi considerada o maior problema do sistema público para 55% dos entrevistados. “A população aponta que precisamos organizar melhor nossos serviços”, afirmou o ministro. Para ele, a criação das UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) 24 horas é um passo nessa direção.
“Uma das questões que a população aponta, e com razão, é que às vezes todo o atendimento está concentrado nos Prontos-Socorros, misturando os casos menos graves com os mais graves. A UPA 24 horas é importante, porque você separa”, disse.
Segundo dados do ministério, onde já há uma rede de UPAs estruturada, “de cada 100 pessoas que procuravam a UPA 24 horas, apenas três precisavam ser encaminhadas para um Pronto-Socorro”.
O ministro disse também que a criação dos centros de Telessaúde visa resolver a demora no acesso a exames e especialistas. Neles, unidades básicas de saúde em bairros de periferia e cidades pequenas recebem uma rede de acesso à internet para que médicos possam enviar e receber exames e também tirar dúvidas com especialistas.
Contratação de médicosA pesquisa do Ibope informou que para 57% dos entrevistados, a principal medida seria contratar mais médicos. Para Padilha, a questão envolve formar médicos de especialidades em falta, como oncologia (que trata o câncer), geriatria (que trata idosos), neurocirurgia (que realiza operações no cérebro) e anestesiologia (responsável pela sedação do paciente).
Para isso, o Ministério da Saúde está trabalhando com o da Educação para financiar, com recursos próprios, bolsas de residência médica nessas áreas. Em troca, os médicos podem ter descontos no pagamento ao atender a população nas áreas mais necessitadas.
Mesmo com as propostas da pasta, a pesquisa informa que 85% dos entrevistados não perceberam avanços no sistema público de saúde nos últimos três anos. “Isso revela os nossos desafios. [...] O ministério globalmente concorda com os resultados da pesquisa”, disse Padilha sobre esse dado.
Para ele, são dois os pontos mais positivos apresentados no levantamento. O primeiro é que 71% das pessoas que responderam acreditam que as políticas preventivas de saúde são mais importantes do que construir hospitais. O segundo, que a luta contra as drogas envolve não apenas segurança pública, mas também saúde pública.

segunda-feira, janeiro 09, 2012

CESEC será implantado em Capelinha



Depois de uma longa batalha pela instalação do CESEC ( Centro Estadual de Educação Continuada) em Capelinha, finalmente o Governador de Minas Antônio Anastasia autorizou através de decreto publicado no dia 06 de janeiro/2012, a criação da escola. 


A luta pela instalação do CESEC teve a iniciativa do Vereador Cleuber Luiz que entrou com um requerimento na Câmara Municipal de Capelinha no dia 14 de fevereiro de 2011 solicitando empenho da Secretaria Municipal de Educação, na época sob o comando de Élida Cícero Machado, junto à Secretaria Estadual de Educação para a criação do CESEC no município.
Logo que o requerimento foi aprovado pela Câmara, foi feito pela Secretaria Municipal de Educação com a ajuda do Vereador Cleuber Luiz, um levantamento de demanda, que foi enviado para as autoridades da educação em Belo Horizonte.



O CESEC de Capelinha vai beneficiar centenas de pessoas que desejam terminar seus estudos e que por um motivou ou outro abandonou a sala de aula. Alunos de Capelinha, Aricanduva e Angelândia precisam viajar uma vez ou mais por semana até Turmalina, para frequentar aulas e fazer provas no CESEC daquela cidade.

A criação do CESEC em Capelinha vai ter a contra partida do município que deverá fornecer o imóvel com salas de aula, diretoria, secretaria, biblioteca e cantina.



O que é CESEC?
O Centro Estadual de Educação Continuada - CESEC faz parte de um sistema de Educação Continuada oferecido pela Secretaria de Educação do Estado, na qual, o cidadão tem a oportunidade de adquirir o certificado de conclusão do Ensino Médio e do Ensino Fundamental.



Como eu posso me preparar para fazer as provas do CESEC?
O aluno prepara-se assistindo às aulas de todas as disciplinas do ensino médio no período estabelecido pela escola de segunda a sexta e pode optar ainda por estudar em casa e fazer apenas as provas.
 
Por Aldair Gomes

domingo, janeiro 08, 2012

Mais de 3.000 pessoas inscritas para o Concurso Público da Prefeitura de Capelinha


3100 pessoas se inscreveram para o concurso Público que preenche as 218 vagas em diversos cargos da Prefeitura Municipal.

As provas estão previstas para acontecerem no próximo dia 29 de Janeiro, último domingo deste Mês.

Comparado ao primeiro concurso anulado, houve um aumento de cerca de 15% no número de Candidatos inscritos. 

Dentre os cargos mais disputados, estão os de Enfermeiro PSF com 65 candidatos por vaga, auxiliar de administração com 40 candidatos por vaga e Bioquímico com 31 candidatos por vaga. Já os cargos menos disputados estão os de Combate a endemias com apenas um Candidato inscrito para 6 vagas disponíveis e de Médico Ginecologista com 2 vagas para 2 candidatos.

Segundo a Empresa Exame Consultores, os locais de provas serão divulgados até o dia 23 de Janeiro e estarão disponíveis nos Site da Empresa (exameconsultores.com.br), e na Prefeitura de Capelinha consta no edital.

CLIQUE AQUI E VEJA O NUMERO DE CANDIDATOS POR VAGA!

Escola Móvel do SESI/ SENAI vai oferecer 11 cursos em Fevereiro

Hélio Silva 
Através de uma parceria entre a Prefeitura de Capelinha, o SESI e o SENAI de Turmalina, onze cursos gratuitos devem serão oferecidos em diversas áreas no mês de Fevereiro.

Ao todo cerca de 250 vagas estão disponíveis. A duração do curso está prevista para 30 dias e deve começar no dia 13 de Fevereiro na Praça de Esportes com oficinas na Parte da Manhã e Tarde.  

Segundo a Primeira dama Conceição Vieira, os cursos vão oferecer a população Capelinhense, uma oportunidade de qualificação profissional em diversas áreas. “A alta oportunidade de emprego para os setores de Construção Civil em Capelinha, abriu uma necessidade de qualificação profissional nessa área, por isso temos trabalhado para ofertar cursos para uma boa atuação nessa área” destacou. Conceição ainda destacou a oferta inédita do curso de Mecânica de Motos.

As Inscrições para o curso vão de 9 a 13 de Janeiro e podem ser feitas na Secretaria de Assistência Social, Cras Pedro Novato, Cras Vista Alegre e no Espaço Ativa Idade (Pro Jovem). É necessário levar documentos pessoais. Para mais informações ou esclarecimentos de duvidas: (33) 3516-3325. 


sábado, janeiro 07, 2012

Horta comunitária melhora vida de beneficiários do Bolsa Família em Capelinha


Hélio Silva
O projeto de uma Horta Comunitária, está gerando resultados positivos a cerca de 12 Famílias beneficiárias do Bolsa Família residentes nos Bairros Maria Lúcia, Vista Alegre e Aparecida na cidade de Capelinha.

Atualmente, cerca de 5.800 Famílias Capelinhenses são beneficiárias do Bolsa Família, das quais aproximadamente 74% sobrevive com menos de 25% do Salário Mínimo. Baseando-se nesses dados, as estagiárias Analice e Velma do curso de Serviço Social, elaboraram um projeto de intervenção para implantação de uma horta comunitária orgânica á Rua Marajó,Nº435, Bairro Maria Lúcia.
Produtos são cultivados sem o uso de agrotóxico, garantindo mais sabor e saúde

Com a apresentação do Projeto junto a Coordenadora de Campo da Secretaria Municipal de Assistência social, Marine Pimenta, o projeto ganhou vida e atraiu vários parceiros que se juntaram ao projeto.

A Horta comunitária implantada no terreno de uma das famílias, irá produzir alimentos sem agrotóxico, proporcionando às famílias uma alimentação saudável, além de complementação da renda através da comercialização dos produtos junto ao comércio local.

Segundo as idealizadoras do projeto, as parcerias foram importantes para que o mesmo se tornasse realidade. “Queremos agradecer pelo apoio da Coordenadora de Campo Marine Pimenta,Mônica Marques Abreu e todos os parceiros que se envolveram em nosso projeto”.

Para Marine Pimenta, o Projeto é ousado, e promove não só a geração de renda, mas também uma mudança psicossocial na vida dessas pessoas: “Trata-se de um projeto audacioso, mas que desde o início mostrou-se grande potencial para dar certo” completou.