quarta-feira, maio 09, 2012

Sugestão de local para nova Rodoviária, gera polêmica na Câmara


Nesta última segunda-feira, dia 7, vereadores apresentaram durante a reunião da Câmara Municipal de Capelinha, um requerimento propondo a construção do novo terminal rodoviário na cidade.


Segundo o requerimento apresentado pelos vereadores, a proposta é de adaptação do antigo galpão que seria usado para construção da antiga fábrica de sucos, conhecido hoje como “Galpão do Medioli”.

Na visão dos vereadores favoráveis a proposta, o local é ideal para a criação do novo espaço, pois conta com um terreno de cerca de um hectare, está afastado do centro e próximo ao Anel Rodoviário, possui espaço para estacionamento e também para taxis, além de ser um local de fácil adaptação para o embarque e desembarque de passageiros, lanchonetes, guichês, bares, restaurantes, terminal bancário, banca de jornais e revistas.

A proposta foi apresentada pelos vereadores Déo(PSDB), Wilson Coelho(PSDB), Zezinho Da Vitalina(PMDB), Laerte Barrinha (PHS) e Cleuber Luiz(PP), sendo  aprovada por 5 a 3.
Votaram contra a proposta os Vereadores Cabo Rocha(PV), Valdir do Taxi(PPS) e Gedalvo Fernandes(PPL), manifestando-se contrários por ver na ideia uma tentativa de se apossar do local, sem antes ter certeza a quem pertence.

Para o Vereador Valdir do Taxi, o requerimento foi feito sem antes verificar a existência de algum documento que prove que o prédio foi construído pela Prefeitura. “Toda vida eu ouvi de que o galpão é do Vitório Medioli. Não assino nem aprovo porque não sei se o local é de propriedade particular”, ressalta.

Já o Vereador Cabo Rocha acredita que o requerimento deveria pedir informação a Prefeitura sobre o local. “Vejo uma maldade muito grande na íntegra desse requerimento. Isso é uma falta de ética”, criticou.

O Vereador Zezinho da Vitalina sustentou que não se trata de um projeto de lei, mas sim de uma sugestão para a Administração Municipal. “Trata-se de uma sugestão, que pode ser ou não acatada pela Prefeitura Municipal” explicou.

Entenda o caso

No final da década de 80 e meados da década de 90, o então Deputado Federal Vitório Medioli, anunciou para Capelinha um grande empreendimento, o cultivo de maracujá e a construção de um galpão, que seria usado para a transformação da fruta em polpas e sucos.

Com o novo empreendimento e a expectativa de progresso, a Prefeitura Municipal doou o terreno de um hectare, além de contribuir com materiais para a construção. O local foi construído, mas a fábrica nunca veio e o local passou a ser usado como propriedade particular. Atualmente, o prédio se encontra alugado para a empresa de Motos, do ex-prefeito Gelson Cordeiro.

Um comentário:

  1. Finalmente este assunto vem à tona.Imagine o povo de Capelinha doando terreno ao rico ficha suja Vitorio Mediole e seu aluno mais aplicado,também ficha suja.Ai,os tres gnomos nao sabem que o terreno é publico? Abra o olho ,Capelinha.Quem defende corrupto só pode ser mais um deles.

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